No ABICOL Connection, Juliano Carlos, da C-CORE Brasil, apresenta tecnologia desenvolvida inicialmente para colchões hospitalares e discute inovação, sustentabilidade e geração de valor no setor
A inovação em materiais pode abrir novas possibilidades para a indústria de colchões e ampliar a aplicação de tecnologias desenvolvidas originalmente para segmentos específicos
No novo episódio do ABICOL Connection, Adriana Pierini conversa com Juliano Carlos, da C-CORE Brasil, sobre o desenvolvimento do Sikor, material criado inicialmente para colchões utilizados em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) e que atualmente também possui aplicações em outras áreas.

Durante a entrevista, Juliano explica que a tecnologia atua de forma mecânica na distribuição do peso do paciente, contribuindo para reduzir a pressão sobre a pele. O desenvolvimento deu origem também ao Sikor Labtech UFMG, instalado na Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde são realizados estudos relacionados à prevenção de lesões por pressão em diferentes públicos.
Segundo o convidado, a tecnologia já conta com estudos científicos publicados e, a partir da experiência inicial no ambiente hospitalar, passou a ser utilizada em produtos como assentos para cadeiras de rodas, colchões para home care e outras aplicações nas quais características como respirabilidade, possibilidade de lavagem e baixa deformação podem representar diferenciais.
Inovação precisa ser analisada além do preço
Ao longo da conversa, Juliano destaca que novos materiais não precisam necessariamente substituir as tecnologias já existentes. No caso do Sikor, ele explica que a proposta é oferecer propriedades complementares às da espuma e permitir novas combinações de materiais de acordo com a finalidade de cada produto.
O convidado também chama atenção para a forma como as empresas avaliam investimentos em tecnologia. Na visão dele, enquanto parte da indústria brasileira ainda concentra a análise no preço de aquisição, mercados como Japão, Estados Unidos e Europa tendem a observar com maior atenção os ganhos que determinada tecnologia pode proporcionar ao processo ou ao produto.
Para Juliano, essa mudança de perspectiva também pode ser aplicada à indústria colchoeira: mais do que buscar exclusivamente a redução de custos, as empresas podem avaliar como inovação, desempenho e diferenciação contribuem para ampliar o valor percebido pelo consumidor.
“A mensagem para o setor colchoeiro é buscar aumentar as suas margens através da melhora na performance, não somente na redução do custo.”
Ao projetar os próximos anos, Juliano aponta ainda para o avanço da automação e para a evolução dos materiais e compósitos utilizados pela indústria. Para ele, empresas capazes de unir qualidade, tecnologia e desempenho terão novas oportunidades de diferenciação em um mercado cada vez mais atento às entregas que vão além do preço.
O episódio completo do ABICOL Connection está disponível nos canais da ABICOL.
As opiniões, análises e informações apresentadas pelos convidados neste episódio são de sua exclusiva responsabilidade e não representam, necessariamente, o posicionamento institucional da ABICOL. A participação no ABICOL Connection não implica endosso, recomendação ou validação, pela Associação, das opiniões ou práticas mencionadas.

